quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pincel afiado na Made in Japan

Pincel afiado

A concentração utilizada para a prática da esgrima serve também para Velzi Moreschi pintar suas obras de arte. A explosão do movimento, com sentimento e vontade de concretizar uma idéia faz da caligrafia uma experiência única


Com o pincel nas mãos, Velzi traz à tona suas habilidades com as esgrimas chinesa e japonesa para compor suas obras artísticas
Velzi Moreschi não é uma mulher que se curvou às convenções pré-determinadas da sociedade. Fã de artes marciais em geral, assumiu incondicionalmente o caminho do guerreiro e daí surgiu sua intimidade com a espada chinesa, e, posteriormente, com a espada japonesa. Essa relação de amor com as armas surgiu desde cedo, quando ainda era criança. “Para mim, é um “dom” uma memória , uma afinidade que você tem latente”, diz a espadachim, que além das esgrimas chinesa e japonesa, ainda tem espaço no seu dia-a-dia para mais uma paixão, a pintura.
Formada pela Belas Artes, Velzi trabalha os ensinamentos orientais em seu estilo, e suas obras expressam a fusão das duas raízes matrizes, a ocidental, através da forte influencia do impressionismo e surrealismo, enquanto a oriental se evidencia, apesar de ser óleo sobre tela, pela leveza, pelas brumas, e claro, pelas explosões involuntárias do pincel sobre a tela fazendo com que a obra tenha vida própria, e se faça por si só.
E foi esse trabalho que a artista exibiu em sua exposição, essa mistura de identidades. Sua “arte viva”, como Velzi costuma descrever seu trabalho, contém temas do Fheng Shui para a manutenção de energias fluentes do ambiente. Há também a proposta de conscientizar a importância que há em adquirir obras ou objetos decorativos de forma aleatória e o comprometimento que isso pode causar na vida pessoal como um todo.

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